Lideranças visitam Unidade de Triagem Mecanizada (UTM) em Brusque, marco da reciclagem em Santa Catarina
Uma comitiva de lideranças do setor de resíduos sólidos reuniu-se em Brusque, Santa Catarina, para inspecionar a maior infraestrutura de reciclagem da América Latina: a Unidade de Triagem Mecanizada (UTM) do EcoParque da Veolia. Inaugurado em abril deste ano, o complexo é fruto de uma parceria estratégica entre eureciclo, Just Climate e Veolia. A visita institucional, realizada no final de junho, contou com a presença de referências do setor, incluindo o Dr. Luciano Loubet (Presidente da ABRAMPA e Promotor de Justiça no Ministério Público de Mato Grosso do Sul, atuando fortemente na área ambiental), Fernando Bernardes (CEO da Central de Custódia), Renata Vilarinho (diretora residente do Instituto Giro), além de Marcos Matos (CEO da eureciclo) e Elis Koch (gerente de relacionamento da empresa), que acompanharam de perto a operação e o potencial tecnológico da nova planta.
O encontro reforçou a visão compartilhada entre as lideranças de que a conexão entre o poder público e a iniciativa privada é o caminho mais seguro e eficiente para a construção de soluções ambientais reais e de larga escala, rumo a uma economia cada vez mais circular. O consenso é que a UTM Brusque não é apenas uma engrenagem técnica, mas o reflexo de um alinhamento político e empresarial maduro. Para os tomadores de decisão, o sucesso da operação reside na capacidade de transformar a gestão de resíduos em um ativo de inovação privada, estabelecendo um novo padrão de governança ambiental para o país.

Operando em escala industrial, a UTM Brusque impressiona pelos números: a planta possui capacidade para processar até 220 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos anualmente. Desse montante, a tecnologia empregada consegue recuperar cerca de 15 mil toneladas de materiais recicláveis por ano, diretamente do fluxo de resíduos domiciliares (RSU Bruto) - ou seja, que não passariam pela coleta seletiva e seriam enterrados em aterros sanitários.
"Ver a UTM Brusque operando nessa escala industrial é a materialização de uma das frentes que projetamos para o futuro da logística reversa, levando ao aumento dos índices de reciclagem no país. Estamos falando de um complexo capaz de processar 220 mil toneladas e de recuperar 15 mil toneladas de resíduos anualmente. Essa potência não apenas eleva a gestão de resíduos no Brasil a um novo patamar tecnológico, mas prova que investimentos robustos em parceria com gigantes como Just Climate e Veolia são o caminho para transformar o nosso impacto no planeta”, ressalta Marcos Matos, CEO da eureciclo.
"Quando falamos em recuperar 15 mil toneladas anuais de materiais recicláveis diretamente do fluxo domiciliar, estamos lidando com um volume de dados, rastreabilidade e impacto na recuperação de materiais pós consumo. A magnitude da UTM Brusque estabelece um padrão de segurança e transparência na origem de materiais, garantindo adicionalidade real na cadeia recicladora e permite que o mercado evolua com ainda mais solidez estrutural," pontua Fernando Bernardes, CEO da Central de Custódia.
Além do impacto direto na redução do volume de resíduos aterrados, a operação contribui ativamente para a mitigação das mudanças climáticas, evitando a emissão de aproximadamente 33 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano. No âmbito social, o projeto tem se mostrado um motor para a economia circular local, gerando novos postos de trabalho, renda e dignidade para a população da região.
Na avaliação de Loubet, que acompanha com atenção a pauta de logística reversa por todo o país, "este tipo de estrutura avança na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, uma vez que representa em um grande avanço de retirada de materiais que iriam para aterro sanitário e que, em razão da automatização realizada, passam a voltar à cadeia produtiva. Aliar este tipo de iniciativa a um bom sistema de gestão pública, com coleta seletiva prévia, destinação adequada de materiais, além de economizar na vida útil dos aterros, gerar renda, fomentar a economia circular, também permite evitar toneladas de emissões de CO2 por ano”.
"A grandiosidade do projeto vai além da tecnologia de ponta ou dos números impressionantes para a reciclagem e para a mitigação de carbono. Quando desenvolvemos uma ação estruturante, estamos injetando força e investimento na economia verde, gerando emprego, renda e devolvendo dignidade a centenas de famílias, enquanto ainda cuidamos do meio ambiente”, afirma Renata Vilarinho, diretora presidente do Instituto Giro.

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