Avanços e mudanças da logística reversa no MS em 2023

Publicado em
11 April 2023

Saiba como as mudanças na logística reversa no MS feitas em 2023 podem afetar seus negócios.

Leia nosso artigo para entender o que mudou e como adequar sua empresa frente aos novos decretos.

Alguns estados brasileiros, como o Mato Grosso do Sul, estão direcionando esforços para implementar a logística reversa e cumprir com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Uma das soluções para garantir o retorno de embalagens no ciclo produtivo são os certificados de créditos de reciclagem, que garantem que um percentual equivalente à das embalagens que uma empresa coloca no mercado foi destinado à reciclagem.

Esse método utilizado por estados como o Mato Grosso do Sul desenvolve a cadeia de reciclagem na região, ao comprovar que essas embalagens serão de fato encaminhadas aos recicladores ou indústrias de transformação.

No caso da eureciclo, certificamos a logística reversa de embalagens pós-consumo de empresas de todo o Brasil, por meio de uma plataforma de tecnologia que rastreia os dados da cadeia de reciclagem e fornece notas fiscais únicas para maior segurança do processo.

Veja a seguir as últimas atualizações da legislação de logística reversa do Mato Grosso do Sul e como sua empresa pode se adequar!

Histórico da Logística Reversa no Mato Grosso do Sul

O gerenciamento de resíduos sólidos e soluções de logística reversa são temas de destaque no Brasil. Os esforços para lidar com os resíduos começaram em 2010, ano em que foi implantada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no país.

A partir do marco na legislação, que corresponsabiliza empresas, cidadãos e poder público, cada estado adotou medidas para alcançar a meta de no mínimo 22% para recuperação dos materiais equivalentes às embalagens comercializadas.

Dessa forma, as iniciativas cumprem com o objetivo da PNRS, no que diz respeito à destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos.

Resíduo sólido e a relação com a logística reversa

Resíduo sólido é qualquer material, substância, objeto ou bem descartado, resultante de atividades humanas em sociedade e que na destinação final, terão ainda o estado sólido ou semissólido.

Para gerenciar esses resíduos pós-consumo, um dos meios utilizados é justamente a logística reversa, que torna possível a restituição dos resíduos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos.

No caso do Mato Grosso do Sul, o estado desenvolveu seu próprio plano estadual de resíduos sólidos em 2011, devido à complexidade da temática e da quantidade de agentes públicos e representantes da sociedade civil envolvidos.

Em 2020 foi lançada a versão consolidada do Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Mato Grosso do Sul (PERS-MS), inaugurando uma nova fase no MS para nortear a política pública e trazer orientação técnica e mecanismos de monitoramento, assim como a fiscalização das ações implementadas.

O PERS é composto por nove programas, que reúnem 139 metas e ações, e o 7º programa diz respeito especificamente da logística reversa e responsabilidade compartilhada no Mato Grosso do Sul, com o objetivo de garantir a efetividade do sistema de logística reversa.

No próprio sumário do Plano, a justificativa cita que “a inexistência de sistemas de logística reversa eficientes no Estado do Mato Grosso do Sul é um dos graves problemas que assolam na grande maioria dos municípios sul-matogrossenses, causando prejuízos ambientais e socioeconômicos que continuarão a representar um ônus à sociedade e ao meio ambiente.”

Além de agrotóxicos; pilhas e baterias; óleos lubrificantes; lâmpadas fluorescentes; de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; produtos eletroeletrônicos e seus componentes; as embalagens pós-consumo também são consideradas nos sistemas de logística reversa.

Confira o impacto das novas portarias para as empresas a seguir!

Decreto Estadual de logística reversa no MS em 2023

A destinação das embalagens pós-consumo, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, como vimos, é responsabilidade de todos os elos da cadeia. Já no estado do Mato Grosso do Sul, há um decreto normativo sobre logística reversa publicado em 2023.

O Decreto Nº 16.089, de 16 de janeiro de 2023, definiu as diretrizes para implantação e implementação da logística reversa de embalagens em geral no Estado de Mato Grosso do Sul, incluindo o papel das empresas, que comercializam produtos geradores de embalagens no MS, de estruturar e implementar sistemas de logística reversa, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos.

Além disso, o decreto estadual institui o Certificado de Reciclagem (Sisrev-Recicla+MS) e determinou como prazo  a data de 30 de junho do ano subsequente, para apresentação do relatório comprobatório de logística reversa.

Após a publicação do decreto 16.089, os decretos nº 15.340 (2019); nº 15.488 (2020); nº 15.596 (2021) e nº 15.864 (2022) foram revogados.

Fiscalização da logística reversa no MS em 2023

Em apenas dois anos de avaliação dos resultados de logística reversa no Mato Grosso do Sul, o estado já se tornou referência nacional após comprovar que quase 50.000 toneladas de embalagens coletadas retornassem ao ciclo produtivo.

Isso foi possível devido à intensa fiscalização do cumprimento das obrigações previstas, que conforme o Decreto nº 16.089 cabe ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL), em colaboração com a Secretaria de Estado de Fazenda, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades públicas, observada a Lei Complementar Federal nº 140, de 8 de dezembro de 2011.

Da mesma forma, a Secretaria de Estado de Fazenda fornecerá ao IMASUL relatório atualizado, contendo lista de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes e as respectivas quantidades de produtos inseridos no Estado.

Caso as empresas não estejam cadastradas em algum sistema de logística reversa registrado no Imasul e não apresentem as comprovações de cumprimento de suas obrigações de logística reversa, estas poderão estar sujeitas à aplicação de advertências, penalidades e/ou multas de até R$50 milhões.

Saiba como regularizar sua empresa no Mato Grosso do Sul

Os certificados de reciclagem atuam em conformidade com o Decreto nº 16.089 e com o Decreto Federal nº 11.413.

No caso do decreto estadual, o certificado é definido como o “documento obtido pelo Sistema de Logística Reversa de Mato Grosso do Sul (Sisrev-MS), após análise do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL), que comprova a restituição ao ciclo produtivo da massa equivalente dos produtos ou das embalagens sujeitos à Logística Reversa, emitido para entidades gestoras ou pessoas jurídicas equiparáveis.”.

Nesse sentido, para a validação dos documentos emitidos na operação de comercialização de embalagens em geral recicláveis, soluções como a da eureciclo e entidade gestora, Instituto Giro, utilizam tecnologias de blockchain e a contratação de dois verificadores independentes. Assim, garantimos a veracidade, autenticidade, unicidade e não colidência das notas fiscais emitidas.

Através da solução de certificados de reciclagem é possível mitigar os riscos das empresas com o cumprimento das obrigações legais e ainda, investir em uma rede de centrais de triagem parceiros, que são remunerados pelo serviço ambiental de destinação correta por meio da emissão das notas fiscais após a comercialização dos recicláveis.

Para se ter uma ideia, em 2022, foram compensadas mais de 329 mil toneladas de embalagens a nível nacional e desde 2016, R$ 41,5 milhões de reais foram investidos em centrais de triagem.

Se sua empresa consta como irregular frente a logística reversa no Mato Grosso do Sul, conte com a eureciclo e o Instituto Giro para comprovar a compensação ambiental das suas embalagens.

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